sábado, 19 de fevereiro de 2011

Nunca mais usamos os pratos verdes

Volta das férias é sempre euforia, alegria para alguns, tristeza para outros.
Naquela manha, aguardava que todos ficassem calmos e sentados para iniciar a aula.
E falei:
_Hoje nada muito formal, apenas um relato do que fizeram nas férias.
_Eu fui ao parque aquático! Falou a Eloise.
_Eu fui para praia. Minha vó tem casa lá! falou Rodrigo.
E assim muitos episódios marcaram as férias.
Pedi a todos que escrevessem.
Quando cheguei em casa, depois de fazer mil coisas, comecei a ler. Alguns muito engraçados, mas entre tantos um chamou minha atenção, com o titulo:
Nunca mais usamos os pratos verdes
Minha mãe comprou uns pratos verdes que ela cuidava muito.
Sempre nos aniversários, principalmente no natal, ela deixava a mesa linda e usava os pratos verdes.
Acho que foram muito caros porque ela não deixava ninguém pegar. Era bom porque eu não precisava lavar a louça.
Desde que me conheço por gente vejo os pratos verdes no Natal e no Ano Novo. Esse ano e dois natais passados não usamos os pratos e nem teve reunião de família.
Minha irmã casou, a minha outra irmã foi morar em São Paulo e minha vó morreu já fazem três anos . E as coisas ficaram diferentes.
O natal foi muito bom. Fomos para casa da minha irmã, mas eu sei que minha mãe sente falta dos pratos verdes e o que eles significavam. Fim.
Era inevitável a minha emoção. Minhas lagrimas caiam e percebi que tudo são ciclos. Ciclos de vida, ciclos de alegrias, de tristezas, de esperanças, enfim, nada é para sempre.

Maria Cristina Pastore


domingo, 13 de fevereiro de 2011

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

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A morte não é o fim. O universo não desperdiça nada. Tudo se transforma.
Identidade criativa

Um individuo é também constituído de memória natural, baseado nessa afirmação, buscamos provocar interesse no educando para abordar o assunto patrimônio . A memória proporciona ao ser humano armazenar o conhecimento seja esse conhecimento consciente ou inconsciente, a assimilação se acomoda e passa a fazer parte do aprendizado de um individuo.

Um simples objeto do cotidiano como uma foto, um quadro, uma casa, um caminho, poderá representar as bases da elaboração do conceito patrimônio. Propomos partir do fragmento casa, lembranças e objetos e partirmos para a comunidade, escola, cidade direcionando e ampliando o olhar para que ao valorizar o fragmento possa estar preparado para aceitar o conjunto maior.

Para isso saímos com os alunos para um passeio de reconhecimento do lugar, embora quase todos são residentes na comunidade, tínhamos o objetivo de chamar a atenção para o local, observando suas reações.

Em outro momento, na sala de aula, apresentamos o mapa da cidade e solicitamos que cada um marcasse sua residência, assim proporcionando um ambiente participativo.



Em seguida apresentamos a proposta do trabalho, articulando teoria e pratica, usando da estratégia das oficinas para construir o conhecimento.

A ação do fazer, do desenhar, do pintar ou qual seja a técnica usada para estimular o interesse, vem contribuir para o sucesso ou o fracasso da oficina, por causa disso é necessário uma observação e um dialogo com a direção da escola e com a turma para reconhecer o processo mais adequado a realidade do educando.
PATRIMÔNIO CULTURAL E EDUCAÇÃO PATRIMONIAL

A educação patrimonial busca ampliar esse conceito capacitando o individuo para exercer a cidadania, conhecendo, se apropriando e valorizando a sua cultura para que com isso venha a compreender o meio sócio cultural que se encontra inserido.
Muitas vezes nos referimos como patrimônio algo que recebemos de herança ou até mesmo pensamos na arquitetura da cidade, os prédios antigos, mas patrimônio também pode ser representado por fotos, objetos com ou sem valor comercial com uma carga emocional afetiva elevada. Também podem ser mais abrangente, como elementos necessários à sobrevivência do ser humano, como a água, elementos pertencentes à natureza.

A eleição do que é patrimônio é uma opção de cada individuo de acordo com seus interesses políticos e econômicos.

A casa, a rua, a escola, a família podem contribuir para o inicio dessa compreensão, entendendo como o individual que depende de nós, um fragmento, partindo para o coletivo, envolvendo assim uma comunidade, uma associação de bairro, condomínio, gerando multiplicidade. O que é patrimônio para uns, não é para outros, mas é dever de todos, na coletividade, preservar.

Nesse processo de valorização e preservação da cultura e do patrimônio histórico, todas as ações se fazem necessárias para auxiliar o individuo na construção da sua própria identidade, reconhecendo e aceitando diversidades culturais, na qual a educação patrimonial oferece a possibilidade para o educando utilizar sua capacidade intelectual com o intuito de perceberem a importância do patrimônio.


As bases tem que ser esclarecidas sobre nossas autenticidades culturais e os pequenos aglomerados, as pequenas vilas e cidades devem, através de suas sociedades representativas, principalmente as sociedades de amigos de bairros, lutar pelos seus bens culturais antigos ou novos. LEMOS (2006)

Maria Cristina Pastore
Universidade Federal do Rio Grande- FURG
Acadêmica do curso de Arte Visuais- Licenciatura
Bolsista PIBID/CAPES 2010
O projeto do PIBID - Artes intitulado “O ensino de Artes Visuais na sociedade da informação e do conhecimento”, possibilitou aos acadêmicos de artes visuais da Universidade do Rio Grande-RS,FURG, viverem a experiência da sala de aula, conviverem com os estudantes, observarem a realidade da educação atual e praticarem a pesquisa em artes.
Algumas áreas do conhecimento necessitam das artes para exercitar o pensamento, contudo nota-se a carência nas escolas nesse processo de ensino. O sentido criativo da educação em arte ao brasileiro configura-se negado em função do incentivo ao ensino técnico e profissionalizante.
Uma nova visão sobre o ensino das artes está em gestação, um novo perfil do educando está em formação e um novo profissional na educação em artes constitui-se de ousadia para driblar a mesmice. Um perfil voltado para o “apreender” de uma forma que o conhecimento adquirido possa permanecer para sempre e o individuo venha a compreender o mundo com autonomia e de forma critica e construtiva. Resgatando através do ensino das artes sua identidade de maneira inovadora na sala de aula, imprescindível para a formação do educando como sujeito e cidadão responsável pelo mundo que gira coletivamente.
Com o olhar no passado através do patrimônio histórico e arquitetônico, estruturalmente estável, possível de estudo, analise e contemplação e outro olhar no futuro do adulto em processo de busca de reconhecimento do passado, da sua identidade, para que tenha condições de agir no presente, é inevitável a preocupação com a criação e aplicação de técnicas com qualidade e principalmente com a formação do profissional especializado comprometido com o a educação gerada no percurso escolar.
O profissional no ensino das artes e de outras disciplinas, poderão incentivar ações envolvendo família, comunidade, escola, para incentivar a preservação e valorização do patrimônio cultural.

Maria Cristina Pastore
Universidade Federal do Rio Grande- FURG
Acadêmica do curso de Arte Visuais- Licenciatura Bolsista
PIBID/CAPES 2010 Fone 53 84335771

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011