quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

http://simpohis.blogspot.com.br/p/maria-cristina-pastore.html

Prezada Maria Cristina.
Sinto -me satisfeitíssimo e muito honrado em começar minha participação neste Simpósio,lendo seu texto.
Muito bom,explicativo ,envolvente e inspirador.Devo dizer que nunca pensei em fazer uso de cemitérios para ministrar aulas .
Abriu meus horizontes.Agradeço muitíssimo.
Como estudante de Historia,agora vejo as reais possibilidades de fazer um bom uso deste método.
Gostaria de lhe perguntar:
Quando você propôs dar aula no cemitério,houve um preparatório antes?Foi dialogadocom os alunos o por que de se fazer tal aula inusitada?
Mesmo lendo on bons resultados desta aula,o que mais foi ensinado aos alunos participantes?
Por exemplo,como estudante de Historia da Arte, vejo inúmeras possibilidades em se chamar atenção as estatuas e diferentes lapides com inscrições diversas,assim como sobrenomes de pessoas que podem ser o mesmo que de algum aluno,ou de famílias bem conceituadas no local,na cidade.
Foi proposto algo relacionado a arte ou mesmo genealogias???
Wander Alexandre Araújo Miranda.Bauru-S
Ola Wander
Eu que agradeço por suas palavras de incentivo, porque muitas vezes pensei em desistir devido ao estranhamento das pessoas sobre o local e o tema. Mas foi esse estranhamento que proporcionou ir alem do senso comum: cemitério é lugar de tristeza e esquecimento? Ou lugar de memória? Ao tentar responder essas perguntas a pesquisa me levou por caminhos não explorados, assim empiricamente fui testando alternativas. Uma delas foi uma pesquisa semiestruturada na qual continha perguntas como: O que é museu? Quais os tipos de museu que você conhece? O cemitério poderia ser um museu? Você já foi ao cemitério? O que você pensa sobre esse espaço o cemitério?No momento que lanço para a turma a visita ao cemitério como atividade acontece algo impactante. O interesse deles é intenso e percebo que houve estranhamento e interesse. Na visita foi solicitado que os alunos realizassem fotos, escrevessem perguntas, observassem e anotassem as particularidades do lugar e discutimos em sala de aula. Em sala de aula volto com a pergunta O que você pensa sobre o cemitério e as respostas surpreendem. Toda essas analises estarão na dissertação de mestrado que defendo ainda esse ano. Meu objetivo principal é reconhecer esse espaço como lugar de memória, refletindo sobre a preservação e o sentido e a percepção da morte.
O cemitério é um lugar repleto de alternativas educacionais. Os alunos não sabiam que haviam valores de sepultamento e ficaram surpresos. Em outra oportunidade explorei o desenho das esculturas com os alunos, e depois criamos esculturas com a técnica Papel Machê inspiradas no Anjo do Juizo Final e outras que estão no cemitério refletindo sobre os artistas e o processo escultórico. As genealogias podem ser trabalhadas para aproximar as famílias, tentando buscar as referencias nos antepassados, embora nessa temática precisássemos ter cautela devido as diferentes origens das famílias, para não constranger o aluno.
Abraço

M34 comentários:

1.                
Cara Maria Cristina. Na cidade em que trabalho (General Carneiro - PR), também realizamos aulas de campo nos cemitérios. Infelizmente, o que percebi é que o Poder Público municipal não tem nenhuma política de preservação desse patrimônio histórico, delegando somente às famílias este cuidado, o que, muitas vezes resulta na destruição de túmulos antigos com a "modernização arquitetônica" dos cemitérios. Gostaria que você falasse sobre a preservação desses espaços em sua cidade e de que forma nós, em sala de aula, podemos despertar em nossos alunos e alunas a necessidade de preservação desse patrimônio.
1.                     
Fico muito satisfeita em saber que estamos refletindo sobre esse espaço importante de socialização da morte e da cultura funerária. Em minha cidade Rio Grande, RS, existe um total descaso com essa importante fonte histórica. Cada vez que deslocamos os alunos da sala de aula para o espaço cemitério , um numero menor de esculturas é identificado.Algumas somente por fotografia podem ser contempladas. Possuímos um importante patrimônio cultural nas esculturas e túmulos, inclusive o do escultor Matteo Tonietti que chegou ao Brasil com 9 anos, em seu tumulo nao existe mais a parte de cima de uma escultura realizada por ele " O pensador" que foi roubada. Em conversas com a direção do cemitério, alegam que o numero de funcionários não são suficientes para atender a segurança, que na minha opinião deveria ter a mesma de museus. Estou elaborando um projeto e tentarei apoio de vereadores da cidade para pensar a preseervação, talvez surja efeito. Em relação ao despertar a necessidade de preservação nos aluno acredito que ações como as que estamos articulando, visitas, conversas, rodas de debates e ate aberturas nos espaços acadêmicos para discutir esse assunto, como esse momento, ainda são muito tímidas e precisam evoluir. No entanto percebo que o jovem estudante se sentem motivados quando lançamos a possibilidade da visita ao cemitério , mesmo com tabus e mitos, medo e ansiedade, ate mesmo tristeza, permite construir um conhecimento de si mesmo e da sociedade, alem de conhecerem regras de sepultamento entre outras questões pertinentes ao local. Em minhas aulas incentivo o aluno a perguntar, e elaboro as próximas aulas a partir dessas perguntas e interesses, dentro de um currículo apertado, você sabe disso, tentando aproximar a aula do cotidiano do aluno. Os resultados são imensuráveis, mas acredito que em algum momento da vida do aluno a gestão do conhecimento será efetivada, assim espero. Muito obrigada.
Maria Cristina Pastore
2.                   
Maria Cristina
De fato, temos de fazer um esforço para discutirmos essas questões em meio ao currículo apertado. Outra coisa importante a destacarmos para nossos alunos e alunas é o direito à memória, fazendo-os saber que não só o cemitério, mas outros lugares de memória são obras da coletividade, coisa que, infelizmente, o poder público responsável não faz muito esforço em divulgar. Parabéns pelo trabalho!
2.               
Seria construtivo, uma visita a outros espaços não escolares, como centros espíritas, ou ambientes que não fazem parte da realidades dos alunos, para mostrar outras visões de mundo relacionado com a vida e morte? Natania Teixeira
1.                     
Acredito que sim, não é meu foco de pesquisa as religiões, pois estou direcionada para um local especifico o cemitério e um tema especifico a morte. Philippe Aries indica em seu livro A história da morte no Ocidente sugere que o historiador da morte não deve ler os documentos e direcionar sua pesquisa com os mesmas lentes que o estudioso das religiões, no entanto Norbert Elias em seu livro A solidão dos Moribundos declara que "Seria interessante fazer um levantamento de todas as crenças que as pessoas mantiveram ao longo dos seculos para habituar-se ao problema da morte e sua ameaça incessante a suas vidas; e ao mesmo tempo mostrar tudo o que fizeram umas as outras em nome de uma crença que prometia que a morte não era um fim e que os rituais adequados poderiam assegurar-lhes a vida eterna." p 12.São escolhas que o historiador deve fazer de acordo com os objetivos da pesquisa. Abraço
Maria Cristina Pastore
3.               
No ensino de História a valorização da História Local é importante para o aluno compreender sua realidade e construir o conhecimento histórico. Nesse sentido, como valorizar a História Local utilizando metodologias adequadas para espaços não escolares como o cemitério?
Cristiana Dionizio Teixeira
1.                     
Ola Cristiana
O cemitério é um espaço repleto de contexto histórico. O estudo desse espaço permite conhecer a sociedade em diversas épocas. Também nos mostra a desigualdade social, Dentro desse universo o aluno poderá realizar pesquisa sobre os nomes nas lapides. Aqui na minha cidade foi possível através da pergunta do aluno sobre uma lapide onde estava escrito SENHOR DAS ARMAS, sugerir que ele pesquisasse na Biblioteca da cidade quem era esse cidadão. Ao apresentarem o trabalho de pesquisa descobriram a historia local de uma forma reveladora e interessante, sem a pressão de decorar nomes e datas. Entender o processo do seculo passado possibilitou para alguns alunos a concepção de presente.Permita que as perguntas surjam dos alunos na observação do espaço cemitério. Minha pesquisa é nesse sentido, que narrativas esses alunos produzem a partir da visita ao cemitério.
Abraço
Maria Cristina Pastore
2.                   
Cristiana Dionízio Teixeira13 de maio de 2015 18:06
Muito agradecida pelo exemplo. É prazeroso ouvir seus relatos. Essas experiências contribuem para minha formação docente.
4.               
Prezada Maria Cristina.
Sinto -me satisfeitíssimo e muito honrado em começar minha participação neste Simpósio,lendo seu texto.
Muito bom,explicativo ,envolvente e inspirador.Devo dizer que nunca pensei em fazer uso de cemitérios para ministrar aulas .
Abriu meus horizontes.Agradeço muitíssimo.
Como estudante de Historia,agora vejo as reais possibilidades de fazer um bom uso deste método.
Gostaria de lhe perguntar:
Quando você propôs dar aula no cemitério,houve um preparatório antes?Foi dialogadocom os alunos o por que de se fazer tal aula inusitada?
Mesmo lendo on bons resultados desta aula,o que mais foi ensinado aos alunos participantes?
Por exemplo,como estudante de Historia da Arte, vejo inúmeras possibilidades em se chamar atenção as estatuas e diferentes lapides com inscrições diversas,assim como sobrenomes de pessoas que podem ser o mesmo que de algum aluno,ou de famílias bem conceituadas no local,na cidade.
Foi proposto algo relacionado a arte ou mesmo genealogias???
Wander Alexandre Araújo Miranda.Bauru-SP
1.                     
Ola Wander
Eu que agradeço por suas palavras de incentivo, porque muitas vezes pensei em desistir devido ao estranhamento das pessoas sobre o local e o tema. Mas foi esse estranhamento que proporcionou ir alem do senso comum: cemitério é lugar de tristeza e esquecimento? Ou lugar de memória? Ao tentar responder essas perguntas a pesquisa me levou por caminhos não explorados, assim empiricamente fui testando alternativas. Uma delas foi uma pesquisa semiestruturada na qual continha perguntas como: O que é museu? Quais os tipos de museu que você conhece? O cemitério poderia ser um museu? Você já foi ao cemitério? O que você pensa sobre esse espaço o cemitério?No momento que lanço para a turma a visita ao cemitério como atividade acontece algo impactante. O interesse deles é intenso e percebo que houve estranhamento e interesse. Na visita foi solicitado que os alunos realizassem fotos, escrevessem perguntas, observassem e anotassem as particularidades do lugar e discutimos em sala de aula. Em sala de aula volto com a pergunta O que você pensa sobre o cemitério e as respostas surpreendem. Toda essas analises estarão na dissertação de mestrado que defendo ainda esse ano. Um dos objetivos é reconhecer esse espaço como lugar de memória, refletindo sobre a preservação e o sentido e a percepção da morte.
 
O cemitério é um lugar repleto de alternativas educacionais. Os alunos não sabiam que haviam valores de sepultamento e ficaram surpresos. Em outra oportunidade explorei o desenho das esculturas com os alunos, e depois criamos esculturas com a técnica Papel Machê inspiradas no Anjo do Juizo Final e outras que estão no cemitério refletindo sobre os artistas e o processo escultórico. As genealogias podem ser trabalhadas para aproximar as famílias, tentando buscar as referencias nos antepassados, embora nessa temática precisássemos ter cautela devido as diferentes origens das famílias, para não constranger o aluno.
Abraço

Maria Cristina Pastore
2.                   
https://www.nea-edicoes.com/catalog/details//store/pt/book/978-3-639-74237-4/a-cidade-dos-mortos-e-a-cidade-dos-vivos
Esse é um livro que trata do plano de aula e os desdobramentos.
Abraço
Cristina
3.                    
Este comentário foi removido pelo autor.
4.                   
Este comentário foi removido pelo autor.
5.               
Olá, Maria Cristina. No seu texto, podemos perceber a importância de atividades educativas, fora do espaço formal da sala de aula, para o ensino de história, aliando um debate teórico, proporcionado e realizado em sala, com uma aula em um museu a céu aberto, no caso, o cemitério.
Na realização das aulas, você, pode perceber se @s alun@s compreenderam a importância do estudo do cemitério para a história?
 
No planejamento das aulas, quais eram os resultados esperados e, eles foram alcançados?
Alexandre Felipe Barra
6.               
Ola Alexandre 
Na pesquisa atual que apresentarei os resultado no final desse ano no mestrado em Historia, percebi nas narrativas dos alunos, uma preocupação mais antropológica e filosófica nas questões da morte, pois meu objetivo está voltado para as analises da percepção da morte. No entanto em investigações anteriores percebi que os alunos saem do cemitério com outra ideia e curiosos pela historia local, fazem perguntas sobre quem eram as pessoas que estão na rua principal, percebem que existe diferença social ate na morte, pois túmulos da rua principal em nosso cemitério possuem características diferentes. Nesse sentido os resultados foram os esperados, provocamos o interesse na historia local através de um local de invisibilidade urbana.
Obrigada
Maria Cristina Pastore
7.               
Rafael Moura Roberti13 de maio de 2015 07:05
O cemitério tem uma implicação de memória pessoal (para as famílias) construída em espaço público. Não creio que isso faça dele, um espaço de memória coletiva.Por favor, peço considerações sobre minha afirmação.
8.               
Ola Rafael
Concordo com a sua colocação que são memorias pessoais, no entanto essas memórias pertencem ao espaço coletivo, desta forma, em minha opinião, a sociedade está representada nos rituais, praticas fúnebres e na forma como essa sociedade trata seus mortos. O cemitério assim como a casa, os caminhos percorridos, as ruas, condicionam a atividade dos homens (SANTOS, 1982) e comandam a pratica social. O cemitério é compreendido em minha pesquisa como espaço compartilhado. Poderíamos perguntar do porque realizar uma atividade educativa em um ambiente mortuário, é importante ressaltar que a comunidade não se apropriada do espaço cemitério como espaço de historia, no entanto todos tem parentes no cemitério. Para Foucault o cemitério é a outra cidade, então podemos pensar em um posicionamento coletivo. Pense nisso...
abraço
Cristina
9.               
Ola Cristina,tudo bem?
Li com muito entusiasmo a sua resposta e devo dizer que você deve sim continuar com o tema.
Hoje mesmo,falei com uma amiga sobre o seu uso de cemitério e de inicio ela ficou com os olhos arregalados.Depois,usando o seu texto como base,expliquei a temática e ela mudou de opinião e ,pasmem,apreciou muito a ideia e iniciativa.
No jornal aqui de minha cidade saiu um artigo,anos atras,sobre os simbolos diversos encontrados em cemiterios daqui.Tentarei recuperar esse artigo,pois ja faz anos que foi publicado.Teria interesse em ler?
Muito obrigado e continue em frente.
Usarei a sua ideia e certamente incluirei cemiterios em minha aulas.

Wander Alexandre Araujo Miranda. Bauru-SP
1.                     
Ola Wander
A reação inicial é assim mesmo. Os alunos também reagem dessa forma e depois (através dos relatos antes e depois) mudam de ideia, o medo se transforma em curiosidade. Gostaria muito de ler esse artigo, e suas analises quando levar os alunos ao cemitério. Passo meu contato: crisrgs2000@yahoo,com.br abraço e obrigada pela oportunidade das trocas de experiências. Maria Cristina Pastore
10.           
Este comentário foi removido pelo autor.
11.             
Um excelente texto, realmente, o cemitério possui uma grande simbologia, entre o profano e o sagrado, é um espaço não escolar que deve ser explorado pela História, e pela escola, pois é possível deste espaço e das relações que nele acontece desenvolver diferentes aprendizado. Fiz um curso sobre as Religiões e Religiosidades, (UEM_EAD) a algum tempo e foi explorados o tema cemitério, a partir dai levei o tema para sala de aula, com fotos, não fiz ainda a experiencia de leva-los ao local, temo em uma resistência e talvez uma incompreensão dos familiares, mais sei que isso depende muito da minha argumentação, no entanto é um tema que interessa muito e como você destaca o cemitério é realmente um museu ao céu, com uma infinidade de conhecimento a ser explorado, que vai da religião local e chega nas questões sociais. Pergunto você teve alguma objeção, escola, alunos, famílias, ao explorar o cemitério em loco?
12.           
Ola Mazilda

Em relação as escolas que atuei como professora ou que pude levar esse projeto não houve resistência, muito pelo contrario, estão abertas ao dialogo e esperando com ansiedade projetos que auxiliem aos processos de aprendizagem. No entanto o que me surpreendeu foi a resistência de alguns pais, um numero pequeno mas que despertou a curiosidade do motivos da negação. Nesse sentido pesquisei em outra oportunidade os motivos do afastamento da criança dos assuntos relacionado ao morrer e a morte. Philippe Aries e Norbert Elias contribuíram com a pesquisa e deram um norte, alem de entrevistas com os pais o que indicou fatores como crenças e tabus. Foi revelador. Perceba que a proposta é impactante, e é para ser assim mesmo. Não havia um aluno que pelos corredores não perguntasse: Quando vamos ao cemitério? O argumento que usei foi um olhar diferenciado, estávamos visitando um museu. Penso que a partir desse momento nova concepções sobre o local, e os assuntos que por ali perpassam façam parte do conhecimento adquirido para a vida. E que em algum momento esse aprendizado possa ajudar a compreender a dor de uma perda, sem medo, e perceber a morte como condição humana. De maneira nenhuma é preparar para a morte, pois a perda tem significado unico e particular, mas instrumentalizar o adolescente para compreender a morte muito alem dos conceitos biológicos. Acho que me estendi e me empolguei na resposta...abraço
Maria Cristina Pastore
1.                     
Obrigada pela resposta, realmente um museu a céu aberto é um bom começo, para explorar este não lugar.
13.            
Cristiana Dionízio Teixeira13 de maio de 2015 18:32
A sua empolgação é contagiante! Sinto a sua a alegria na explicação. Sou acadêmica do 4º ano de História da Unespar/Campus Campo Mourão e fiquei animada em desenvolver algo para o futuro com essa temática. Além do livro indicado teria mais biografias sobre tema? poderia me informar se existe algum grupo de pesquisa sobre o tema?
1.                     
Ola Cristiana
Eu que fico agradecida por poder trocar conhecimentos nesse evento. A tese do Prof. Dr.Mauro Dillmann http://biblioteca.asav.org.br/vinculos/000009/0000090D.pdf é muito interessante pode ajudar nas escolhas teóricas e metodológicas
o site de estudos cemiteriais http://abecbrasil.blogspot.com.br/
Caso você nao encontre grupos de pesquise, organize e trocamos informações.
 
Abraço
Maria Cristina Pastore
14.           
Este comentário foi removido pelo autor.
15.            
Boa Noite,

Maria Cristina Pastore.
Seu trabalho é fantástico, Parabéns! Fiquei encantado com esse diferenciado olhar sobre o cemitério. Sempre gostei muito deles, lugar maravilhoso para ler e compor poesias e nunca imaginei que alguém assim como eu o observa-se também de outra maneira que não fosse entrelaçada ao Luto, dor e desespero. Agora tentarei aplicar essa temática com meus alunos.
Muito fantástico. Parabéns.
16.           
Olá Maria Cristina.
Primeiramente quero parabenizar pelo texto e principalmente pela intervenção.
As discussões sobre memória no Ensino de História apontam para uma ação importante, sobretudo na intenção de desenvolvimento da criticidade em relação a presente realidade. Como os alunos deixaram em evidência o “tabu” em relação à morte? Após a experiência, foi possível identificar traços de mudanças sobre o pensamento dos estudantes em relação ao cemitério local? Como eles perceberam está experiência?

Atenciosamente:
João Pedro P. Rocha
 
17.            
Ola João Pedro
Tenho realizado esse estudo desde 2012 em varias escolas em minha cidade, estou analisando o material recolhido nesse período que apresentarei na defesa do mestrado. Posso adiantar que com as leituras preliminares das narrativas e do comportamento, houve mudanças sim. Bem diferente da chegada, timidos, com receio, ao terminar a aula/visita ao cemitério era evidente pelos relatos orais que os receios estavam no minimo amenizados.Ao despertar a curiosidade no educando, incentivar a reflexão sobre o local e sua representação na sociedade e na vida tem permitido observar a quebra de tabu no grupo pesquisado. "Pensar certo significa procurar descobrir e entender o que se acha mais escondido nas coisas e nos fatos que nós observamos e analisamos"(FREIRE) Acredito que a ingenuidade sobre os assuntos mortes deve ser superada para que aconteça o desenvolvimento da criticidade e auxilie o jovem a compreender essa condição humana inevitável. Obrigada Maria Cristina Pastore
18.           
Interessante seu texto, pois a questão da morte para muitos ainda é um tabu, para nossos alunos é de muita valia, pois esse assunto não é muito trabalho, principalmente no campo da história, onde vemos mais sobre os acontecimentos dos agentes sociais vivos, em vários países essa questão é bastante diversificada, pois cada cultura a trata conforme seus costumes, assim aprofundar esse assunto com nossos alunos, poderia levá-los a conhecer o outro lado da morte, abriria mais questionamento entre eles e assim tornando-os mais cientes de que a morte não é o fim.

Luciana Chagas Madeira
1.                     
Ola Luciana
Devemos ficar atentos para nao envolver nossas emoções, nossas escolhas pessoais, principalmente quando o assunto é complexo como crenças. Embora não seja meu foco de pesquisa, tenho a preocupação na sala de aula respeitar todas as crenças.Nesse sentido na sua colocação "assim tornando-os mais cientes de que a morte não é o fim" para alguns alunos a morte é o fim, para outros não, pois depende da doutrina religiosa que podem seguir. Pense nisso...Abraço
Maria Cristina PAstore
19.           
Simone Rita Castagna15 de maio de 2015 15:41
seria uma boa ideia dar aula em um cemitério por terem muitos túmulos antigos e com obras de arte contemporânea,assim muitos alunos aprenderiam como eram construídos este túmulos antigos ,e também sobre a história de várias família tradicional da épocas.Simone Rita Castagna. 
OBS: esta questão foi posta dia 11/05/2015 devido o problema no sistema,não foi publicada então segue a postagem novamente. obrigada.
20.          
Ola Simone
Todo o planejamento de uma aula deve ser direcionada para que o educando seja capaz de refletir, construir conhecimento a partir das escolhas dos professores. Quem sabe alteramos essa ordem? Provocamos o aluno sem um texto pre estabelecido, investimos nas perguntas deles, o que os alunos querem saber quando estão em um lugar como cemitério? Pense nisso...abraço
Maria Cristina Pastore
21.           
Olá Maria, cheguei tarde no debate, mas fiquei completamente contente por sua proposta, assim como percebo também em minha cidade problemas como os colegas já destacaram. Interessante lembrar que o ensino de história não precisa, alías, nem deve ser fechado como se fossem pertencentes apenas em determinado contexto histórico, por exemplo, o trato com os mortos e a relação sociedade e morte na atualidade, como muito bem você apontou, o cemitério apresenta muitas caracteriscas interessantes ao ensino de história, assim como o dialogo com outras temporalidades, exemplo disso a relação mortos, saúde publica, higienização social, festas como as observações de Reis em A morte é uma Festa, hierarquias sociais, dentre várias outras observações. Outra questão interessante, é sobre "novos" campos da história ainda pouco explorados, como os sentimentos, sejam eles amor, tristeza, dentre outros, fazem partes de construções sociais que também podem ser questionadas. Parabéns pelo trabalho. JORGE LUIZ ZALUSKI - UNICENTRO

Maria Cristina Pastore

domingo, 27 de dezembro de 2015

Mulher e suas escolhas

Pois é....durante muito tempo a mulher teve que se submeter à uma sociedade hipócrita e preconceituosa. A mulher deveria casar para ser aceita e admirada. No entanto a infelicidade conjugal e a traição eram aceitas para o casamento durar, pois a necessidade de manter as aparências de um relacionamento feliz era a marca da tradicional sociedade. Não muito tempo, a mulher novamente passa por um processo pior ainda que o citado: a gravidez para forçar um casamento. O que muitas vezes não ocorria e deixava marcas profundas difundidas por uma sociedade embora corrupta e podre, nao perdoava e denominava "mãe solteira". Um estigma que aos poucos e com muita luta foi se transformando e na época atual é sinônimo de liberdade de escolha e coragem. Mesmo assim com muitas mudanças ainda recai sobre a mulher e também sobre o homem a necessidade de apresentar um relacionamento estável para que os olhos de um invisível domínio estejam confirmando um lugar apropriado para cada um dos membros de grupos sociais. Ser sozinho também não é bem visto por certos grupos. Enfim...como dizia minha avó: " Se andas com mulher, és lésbica, se andas com homem és puta, se andas sozinha algum problema tem", então não tente agradar ninguém, seja feliz da sua maneira. Ao tementes à Deus, por suas escolhas religiosas, procurem respeitar a Palavra Sagrada, pois o manual de sobrevivência para esse mundo foi escrito para tentar respostas que conduzem a felicidade. Embora o homem a tenha usado para dominar as massas de forma equivocada, quem a lê com sabedoria entenderá que são as escolhas que direcionam nossa existência, para o bem ou para o mal, para a felicidade ou para a profunda tristeza.
São essas escolhas que possibilitam vivermos experiencias que nos constituem.Errando ou acertando.
A liberdade que a mulher conquistou foi e tem sido fruto dessas escolhas, no entanto ser livre requer responsabilidade. Casar ou não casar? Ter filhos ou não? Ser religiosa ou não? Acreditar em Deus ou não? enfim....possibilidades de escolhas que indicam caminhos. Preste atenção nas prioridades!!Abraço

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Citação da autora Maria Cristina Pastore em trabalho no evento 13ª semana de PIEA2

13ª Semana de PIEA2

    "Seleção de trabalhos para exposição local e virtual"


Na 13ª Semana de Projeto Interdisciplinar de Ensino e Aprendizagem 2, fiz o relatório de execução do Projeto Interdisciplinar “Educação Patrimonial na Escola Nanzio Magalhães: Aprendendo a Resgatar o Patrimônio Cultural Através da Arte e da Matemática”, além disso,  preparei  todos os materiais necessários para a apresentação do meu projeto para os meus colegas na exposição que será realizada na 14ª semana de Projeto Interdisciplinar de Ensino e Aprendizagem 2.




Relatório de Execução do Projeto Interdisciplinar "Educação Patrimonial na Escola Nanzio Magalhães: Aprendendo a Resgatar o Patrimônio Cultural Através da Arte e da Matemática".


 Na elaboração do Projeto Interdisciplinar “A Educação Patrimonial na Escola Nanzio Magalhães: Aprendendo a Resgatar o Patrimônio Cultural Através da Arte e da Matemática”, colocamos em prática o queríamos alcança através do projeto, despertar e conscientizar os alunos do 8º ano “A” da escola Nanzio Magalhães, sobre a importância da educação patrimonial como um instrumento de valorização e compartilhamento da identidade local. Para isso, foi necessário elaboramos três slides, o primeiro slide sobre os “Patrimônios Culturais e Históricos”, o segundo slide sobre os “Patrimônios arquitetônicos de Feijó” e o terceiro slide sobre os “Patrimônios culturais de Feijó - artesanatos”.
No dia 03 de novembro de 2011, ás 8h: 00mim iniciei o projeto no 8º ano “A”, me apresentei para os 28 alunos do 8º ano “A”, falei da importância do nosso trabalho e apresentei para a turma no Datashow o tema do projeto e o que iríamos desenvolver ao longo do projeto interdisciplinar de uma forma simples e objetiva. 

FIG 01: Apresentação do Projeto Interdisciplinar.
Fonte: GOMES, Juscilene de Sousa, 2011.
Dividir a turma em cinco grupos para desenvolvemos as atividades com mais facilidade, dialogarmos sobre “Educação Patrimonial e Patrimônio”, com as seguintes perguntas: O que é patrimônio? O que é Educação Patrimonial? Qual a importância da Educação Patrimonial na escola?

FIG 02: Grupos.
Fonte: MOURAO, Maria Luceilma de Freitas, 2011.
No inicio todos participaram de uma forma timidamente cada um esperando a sua vez de dialogar sobre o assunto, mas com o decore de alguns minutos todos se exaltaram e começaram a questionar uns com os outros sobre as perguntas. Ao finalizar nosso dialogo com a turma perguntei por que no inicio eles estavam um pouco intimidados e o aluno (G) respondeu:
Professora apesar do tema do projeto ser bem claro sobre educação e patrimônio, fique me perguntando o tipo de patrimônio que iriamos estudar e quando a senhora começou a fazer as perguntas fiquei mais nervoso ainda, pois não sabia se ia responde corretamente, mas quando os meus colegas começaram a participar e dialogar com a senhora fui compreendendo melhor e tirando minhas duvidas sobre o assunto, esse assunto é muito bom, pois nos leva a pensar em muitas coisas. (G).
A turma concordou com o colega e em seguida fizemos a leitura coletiva de um pequeno texto sobre “Educação Patrimonial e Patrimônio cultural”, formado por partes selecionadas do texto “Educação Patrimonial Através das oficinas de Arte” da autora Maria Cristina Pastore, como também de registros do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e do texto “História e Memória. Guia de Estudos. Paracatu: Faculdade do Noroeste de Minas”. Lemos otexto no data show e os alunos interagiram positivamente com o conteúdo.  Para saber se os alunos assimilaram o conteúdo lido fiz oralmente as seguintes perguntas: O que é Educação Patrimonial? Qual a importância da Educação Patrimonial na escola? O que é patrimônio material? O que é patrimônio imaterial? Fiquei contente com as respostas que a turma me deu, pois ficou notório que eles entenderam os assuntos abordados, depois apresentei no Datashow um slide com imagem de patrimônios culturais e históricos de outras regiões, fizemos a leituras das imagens dialogamos sobre as mesmas analisando as formas, as características que definem as arquiteturas, em seguida apresentei para a turma um slide com exemplos de patrimônio culturais e memoriais de Feijó/Acre, os alunos ficaram agitados ao apreciar o slide, a maioria dos alunos quando apreciavam a foto antiga dos patrimônios apresentado no slide não acreditavam nas mudanças que alguns dos patrimônios da cidade de Feijó passaram ao longo dos anos como, por exemplo, a foto da primeira prefeitura, da segunda e da terceira, ou seja, as fotos das três mudanças referentes à prefeitura de Feijó/Acre.

FIG: 03 Apresentação dos patrimônios de Feijó Acre.
Fonte: SILVA, Suely Sousa da, 2011

Depois de apreciar e dialogar com os alunos sobre os patrimônios de Feijó, pedimos que eles individualmente desenhassem um patrimônio cultural da cidade de Feijó, depois pedi que eles identificassem no desenho as relações entre o patrimônio escolhido e os elementos geométricos e eles desenharam vários patrimônios e apreciando os desenhos identificamos os elementos geométricos presentes em todas as arquiteturas locais, esse trabalho que desenvolvemos com os alunos foi um ótimo trabalho, pois trabalhamos de uma forma interdisciplinar envolvendo a Arte e a Matemática.

FIG:04 Momento de produção os alunos do 8º ano “A”.
Fonte: MOURÃO, Maria Luceilma Freitas, SILVA, Raniele da Silva e, 2011

Nas imagens abaixo temos quatro desenhos feitos pelos alunos, sobre os patrimônios de Feijó, o primeiro desenho representa o Portal de Feijó, o segundo representa o Hotel Joafran, o terceiro desenho representa a Biblioteca Pública e o quarto desenho representa o Portal da Escola Nanzio Magalhães.

FIG 05: Desenho dos Patrimônios públicos de Feijó
Fonte: MOURÃO, Maria Luceilma de Freitas, 2011.

Para ampliar mais os nossos conhecimentos, fomos mais além, abordamos juntamente com a turma o artesanato feijoense “uma herança cultural”.  Apresentei para a turma um slide com imagens das peças artesanais produzidas pelo artesão feijoense Toinho Camucim e pelos índios da aldeia Paruá de Feijó/Acre, questionamos bastante com os alunos a respeito do artesanato, do significado de cada peça, o que elas representam, se retratam algo referente à nossa região ou não.
 E em seguida pedimos que os alunos interpretassem as imagens por meio de desenhos, identificando e percebendo as semelhanças e diferenças entre os patrimônios apresentados no slide, identificando as formas tridimensionais ou bidimensionais.

FIG 16 Produção dos alunos do 8º ano “A”.
Fonte: MOURÃO, Maria Luceilma de Freitas, 2011.

Os alunos desenvolveram os desenhos, alguns escolheram aborda os artesanatos indígenas e outros os artesanatos do Toinho Camucim, depois contextualizamos as imagens dos artesanatos com os desenhos produzidos pelos alunos, discutimos com os alunos o valor do artesanato local como Patrimônio Cultural e a importância da valorização dos mesmos, como a intenção de descobrir qual foi o entendimento dos alunos acerca do artesanato. 
Portanto, para termos um aproveitamento melhor sobre os resultados deste projeto procuramos registrar cada momento de cada atividade, foi uma atividade prazerosa, porém, acabamos não conseguindo registrar tudo, ou seja, o mais importante registrarmos através de fotos e vídeos.  



Materiais necessários para a apresentação do meu projeto para os meus colegas na exposição que será realizada na 14ª semana de Projeto Interdisciplinar de Ensino e Aprendizagem 2.


   Os materiais necessários para a apresentação do meu projeto para os meus colegas na exposição que será realizada na 14ª semana de Projeto Interdisciplinar de Ensino e Aprendizagem 2, são os seguintes: 

  • Projeto Interdisciplinar “A Educação Patrimonial na Escola Nanzio Magalhães: Aprendendo a Resgatar o Patrimônio Cultural Através da Arte e da Matemática”;
  • Oficina: A Educação Patrimonial na Escola Nanzio Magalhães;  
  • Relatório de Execução do Projeto Interdisciplinar "Educação Patrimonial na Escola Nanzio Magalhães: Aprendendo a Resgatar o Patrimônio Cultural Através da Arte e da Matemática";
  • Slides utilizados no projeto e na oficina sobre os Patrimonios Culturais e os trabalhos dos Alunos;  
  

Um comentário:

  1. Parabens pelo trabalho. Fiquei feliz que minha experiencia na educacão patrimonial tenha ajudado seus alunos. Fiquei emocionada com a leitura de seu trabalho.Maria Cristina Pastore
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http://luceilmamourao.blogspot.com.br/2011/10/13-semana-de-piea2.html

http://luceilmamourao.blogspot.com.br/2011/10/13-semana-de-piea2.html

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Terrasamba Reinaldo me dá um oiiiii e manda beijoooo!!!! Amei!!!

kkkkkkkkkkkkkkk não acredito.....kkkkkkkkkkkkkTERRASAMBA 
curtia muitooooooo....a banda da Bahia que conquistou o Brasil...'Carrinho de mão', 'Banho de Chuveiro', 'Liberar Geral', 'To Fraco', 'Hora da Partida', 'Deus é Brasileiro' muito divertido, dancei muito!!!  Obrigadaaaaa beijossss
TerraSamba com  Reinaldo, e as meninas Kariane Barros, Michelle Tobias bailarinas acompanhando o cantor....sucessooooo!!!!!

domingo, 11 de outubro de 2015


etapas da vida

Suave como a beleza de cada marca no rosto e na vida....deixe se ver como um ser de várias etapas e em cada etapa a sensibilidade da diferença...sou um ser transmutável  de pele e de carne, de sentimento e de cores, sou a face doce da juventude sou a face madura do infinito.....crispastore

domingo, 13 de setembro de 2015

Preconceito também é.....

Preconceito tambem é...:´problemas no computador e uma mulher se oferece para ajudar. Ao mesmo tempo um jovem se levanta e é considerado habilitado para resolver a questão complicada, dispensando a mulher. Os responsaveis não imaginam que a mulher tem experiencia de 16 anos com computadores, redes, internet....no entanto o jovem homem é qualificado e a mulher evitada.

sábado, 5 de setembro de 2015

Vivemos tempos dificeis

Vivemos tempos dificeis. Principalmente quem tem filhos. A violencia, a insegurança, a ousadia dos ladrões (assassinos) tem enchido os corações de muitas mães de tristeza e desespero. Os jovens em sua inconsequente e maravilhosas vontade de viver  e experimentar todas as formas de liberdade estão correndo perigo. Ao andarem pelas ruas, ao sairem de casa para estudar, is ao shopping, as festinhas de aniversario, ou outras festas mais badaladas....estão correndo perigo. Não apenas os jovens mas todos a sociedade. O que está acontecendo? Quando vamos pegar as redes da situação e tentar fazer de nossa cidade um lugar melhor para viver? Tenho um filho adolescente e quando ele sai de casa para fazer qualquer coisa entrego nas mãos de Deus, pois é o unico em quem podemos confiar nossas vidas. Mães, mulheres que tem filhos, que perderam seu bem mais precioso, atentem na orações....pois a sociedade nao está cumprindo o seu papel de proteger, cuidar, organizar a vida.
O que vamos fazer? continuar olhando nossos jovens morrerem sem ao menos poderem se defender?
Na midia a unica coisa que falam é NAO REAJA!!!nao reagimos entregamos tudo que temos, pois entram em nossas  casas, na rua so falta deixar pelado, e ainda morremos.....CHEGA DE VIOLENCIA, LEIS MAIS DURAS PARA TODOS....pois o meliante sabe que NÂO VAI DAR NADA. e a sociedade também....lamentavel o ponto em que chegamos.....as lagrimas de sangue que as mães estao derramando marcam profundamente a alma e a falta de interesse dos lideres de nosso pais seja no legislativo, judiciario e executivo, será punido pelos seus proprios pensamentos....nao dormirão por causa das  mãos manchados de sangue dos jovens brasileiros....CUIDEM DE NOSSAS CRIANÇAS com educação e leis mais justas.....O pior disso tudo que o lixo é produzido por npos mesmos....pelo sistema capitalista que incentiva o ter mais do que o ser....a falta de incentivo nas educação....e por ai  vai....................crispastore

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Compartilho essa imagem com o intuito de impactar você que reclama de tudo....futilidades, consumismo, falta de condições? Vivemos no paraiso.........saiba que tem gente que tenta fugir de situações de guerra almejando uma vida melhor.....que nessa tentativa, arriscam tudo, inclusive a vida......A dor que sinto em ver essa criança que deveria ser protegida pela sociedade que criamos é uma dor insuportavel, dor de quem é mãe, vó, e sofre por pertencer a uma raça de loucos.......insanos.....minhas lagrimas são de uma mãe que perde seu filho para a ignorancia da (des) humanidade, somos todos culpados.........eu sinto a dor do ato insano da falta de respeito ao outro representado por essa imagem , tenho vontade de gritar.....mas meu grito não significa nada, minha voz nao será ouvida no mundo, mas se eu puder fazer a diferença em sala de aula, que um aluno escute e compreenda e pratique o respeito e a solidariedade com o outro, pois é o que nos faz humanos, saberei que algo pode mudar....... Quem merece viver e quem merece morrer? tudo isso por tentar uma chance de vida melhor.....eu sou responsavel pela sua morte....ahhh você acha que nao tem nada haver com isso? é do outro lado do planeta? Pois engano seu.....somos todos responsaveis por esse menino que não teve chance nenhuma de uma vida diferente. Insustentavel qualquer tentativa de justificar essa imagem.....




http://oglobo.globo.com/mundo/foto-de-crianca-morta-em-praia-turca-torna-se-simbolo-de-crise-migratoria-17378276

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Ser professor, qual o seu lugar dentro da sociedade?

As vezes o desanimo toma conta da mente e do corpo.
Parece que por mais que construímos uma identidade centrada na capacitação profissional mais encontramos desafios à serem superados. Nas participações em eventos percebemos que as discussões sobre a educação possui pontos em comum e os debates evoluem timidamente. Investindo na qualificação tentamos melhorar a forma de mediar o conhecimento. Através de cursos e especializações, mestrados e doutorados o profissional em educação procura amenizar as deficiências na busca da aula perfeita. Quando acontece a aula perfeita? O que é uma aula perfeita? Se o aluno conseguir pensar nas relações de poder do passado com os eventos que fazem parte do cotidiano no presente e tentar transformar pela critica fundamentada no aprendizado realizado em sala de aula, estou satisfeita. No entanto estarei plenamente realizada, se esse aluno ao pensar, por exemplo, a politica do Brasil, possa compreender a importância da cidadania nesse processo. E entender a função de cada um dentro de uma sociedade capitalista e opressora identificando o seu lugar e não aceitar esse lugar sem saber realmente o que lhe cabe desse fundiário.Acredito que podemos pensar uma situação "de mais valia" , Quem sou eu na sociedade? o que esperam de mim nessa engrenagem? qual a diferença que o conhecimento pode fazer nas minhas decisões?

ahhhh mais questionamentos do que respostas.......

domingo, 2 de agosto de 2015

03.08.2015 Um dia complicado

03.08.2015 Um dia para refletir sobre o que está acontecendo no Estado do Rio Grande do Sul. Um dia nebuloso e perigoso, porem o que esperar de um programa de governo que extrapola todos os limites? Governos são criados para proteger, esse é o papel da sociedade, cuidar e proteger os que são as engrenagens do sistema capitalista. Estaremos vulneráveis ao nessa situação...

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Nosso amado SUS

um dia chamado espera.....quando precisamos do nosso SUS, um atendimento com urgência ou nem tanto, precisamos nos preparar para esperar. Leve um livro, a bateria do celular bem carregada, leve comida, papel higiênico e uma boa dose de paciência. Deixe janta pronta para os que estão em casa, e não se preocupe com os compromissos, pois nesse dia nao existem os compromissos, somente a espera. Então quando passadas 5 horas, e veres todos os que estavam contigo da primeira turma serem atendidos.....e os que estão chegando a pelo menos umas 3 horas, continuam esperando.....alguma atitude é necessária. Você se levanta e vai até o balcão e pergunta: Sabe se vão chamar hoje?....
Mais um pouco esperando.....
um pouco menos de paciência...quase acabando.....
você solicita um documento que comprove para o seu trabalho que esteve das 15h ate o momento...então algo acontece, causando um certo desconforto, olhares, ......NÂO levante a voz, continue com um esforço mental e "respiral"... kkkk respiral é bom!!!....depois disso você é finalmente atendido.........ai você se sente culpada, (uma loucura esse trabalho, olha quem escolhe tem que amar essa profissão) quanta gente essas meninas atenderam, quanta gente na urgencia, ahhhh mas que coisa....NÃO podemos nos sentir culpados, esse sistema está
massacrando a população, sugando as energias dos medicos e enfermeiros,....esses são os herois do cotidiano.....o povo que se vira, que tem esperança que tudo vai melhorar.....mesmo assim temos que agradecer afinal somos o exemplo de sistema de saude do mundo.....MEU DEUS!!! como anda o mundo então?
Bem, deixando a ironia de lado depois de toda espera de conversas filosoficas com as pessoas que esperavam, de risadas e choros, de novas amizades, de tudo um pouco......chega a hor do encontro..... e surpresa!! o medico é maravilhoso, a equipe na tua volta excelente,,,Parabéns pessoas que se dedicam a cuidar de outras pessoas......em especial ao medico Vinicios Menegola Cirurgião .....favor sem trocadilhos com degola...já que minha cirurgia foi na garganta...kkkkkk

quarta-feira, 22 de julho de 2015

sobre a morte



O modo de pensar a  morte na sociedade vigente e  na historiografia recente tende cada vez mais levantar questões teóricas metodológicas, o aumento de publicações sobre os assuntos e a historia da morte atesta o interesse crescente na temática. Insisto que o ensino de história deva apropriar-se desses conteúdos e interligar com a pratica da sala de aula, socializando suas reflexões e analises nessa temática.  Este posicionamento vem acontecendo de forma muito tímida e reservada aos espaços escolares e em alguns momentos nas formações continuadas quando da abertura de espaços para tal ação, no entanto o debate apresenta-se com outros temas. Minha sugestão restringe-se ao campo do saber que envolve as praticas funerárias e as visitas aos cemitérios. Gostaria de saber outros colegas trabalham com visitas ao cemitério?